Outubro Rosa: cuidar das mamas é um compromisso com a sua saúde

Todo mês de outubro, o rosa ganha espaço nas redes sociais, nas clínicas, nas empresas e nas ruas. Mas, por trás dessa campanha, existe um assunto que precisa fazer parte da vida da mulher durante o ano inteiro: o cuidado com a saúde das mamas.

O câncer de mama é uma doença que pode atingir mulheres em diferentes fases da vida e, muitas vezes, não apresenta sintomas no início. Por isso, esperar sentir alguma coisa para procurar atendimento não é a melhor forma de se cuidar.

É justamente esse o principal lembrete do Outubro Rosa: prevenção, atenção ao próprio corpo e acompanhamento médico podem fazer diferença.

O câncer de mama sempre apresenta sintomas?

Não.

Em alguns casos, a mulher pode perceber alterações nas mamas. Em outros, principalmente nas fases iniciais, a doença pode não provocar nenhuma mudança perceptível.

Quando aparecem, alguns sinais merecem atenção, como:

  • presença de um caroço na mama ou na região da axila;
  • alteração no formato ou tamanho da mama;
  • mudanças na pele, como retrações ou aspecto diferente do habitual;
  • alteração ou retração do mamilo;
  • saída espontânea de secreção pelo mamilo;
  • vermelhidão ou outras mudanças persistentes na mama.

Perceber uma dessas alterações não significa necessariamente que seja câncer. Existem diversas condições benignas que também podem provocar mudanças nas mamas. O importante é não ignorar o sinal e procurar avaliação médica.

E se eu não sentir nada?

É aqui que o acompanhamento de rotina se torna tão importante.

A mulher pode estar se sentindo perfeitamente bem e, ainda assim, existir uma alteração pequena demais para ser percebida ao tocar ou observar as mamas.

Exames de rastreamento, quando indicados de acordo com a idade e o histórico de cada paciente, ajudam a identificar alterações antes mesmo do aparecimento de sintomas.

A mamografia tem um papel muito importante nesse acompanhamento. Mas a necessidade e a frequência dos exames devem considerar fatores como idade, histórico familiar e individual e outros fatores de risco.

Por isso, mais importante do que simplesmente “fazer exames” é manter um acompanhamento adequado e individualizado.

Ter casos de câncer de mama na família aumenta o risco?

O histórico familiar é uma informação importante e deve ser conversado durante a consulta.

Ter mãe, irmã ou outras familiares que tiveram câncer de mama, principalmente em determinadas situações e idades, pode indicar a necessidade de uma avaliação mais cuidadosa do risco individual.

Mas existe um ponto importante: não ter casos na família não significa estar livre da doença.

Por isso, toda mulher precisa cuidar da saúde das mamas, mesmo quando não existe histórico familiar conhecido.

Conhecer as próprias mamas também faz parte do cuidado

A mulher deve conhecer o próprio corpo.

Isso não significa depender somente do autoexame para descobrir um câncer. Significa perceber como suas mamas normalmente são e procurar atendimento quando surgir alguma mudança diferente do habitual.

Durante o banho, ao trocar de roupa ou em outros momentos do cotidiano, é possível observar naturalmente o próprio corpo.

Se alguma coisa chamou sua atenção, não espere meses para descobrir se vai desaparecer sozinha.

Outubro Rosa não deve terminar em outubro

Durante este mês, falamos mais sobre câncer de mama. Mas o cuidado precisa continuar em novembro, dezembro e durante todos os outros meses do ano.

Depois de tantos anos acompanhando mulheres em diferentes momentos da vida, uma coisa continua sendo muito importante para mim: cuidar da saúde não deve começar somente quando alguma coisa dói.

A consulta de rotina também é um espaço para prevenção, orientação e para entender quais cuidados fazem sentido para cada fase da vida.

Se você não lembra quando foi sua última avaliação das mamas ou se percebeu alguma alteração, aproveite o Outubro Rosa como um lembrete para olhar com mais atenção para a sua saúde.

Cuidar de você também é uma forma de prevenção.

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