A presença de uma prótese não elimina a possibilidade de desenvolver câncer de mama. Afinal, o risco está relacionado ao tecido mamário, que continua existindo mesmo com o implante. No entanto, isso não significa que o silicone seja um fator causador da doença.
Entender essa diferença é o primeiro passo para cuidar da saúde de maneira consciente e segura.
Qual a relação entre silicone e o risco de câncer?
Até o momento, os estudos científicos não demonstram que a prótese de silicone aumente o risco de desenvolver câncer de mama.
O câncer de mama surge a partir das células da própria glândula mamária. A prótese, por sua vez, é posicionada atrás da glândula ou do músculo peitoral, não interferindo diretamente no comportamento das células mamárias.
Existe uma condição rara chamada linfoma anaplásico de grandes células associado ao implante mamário (BIA-ALCL). Trata-se de um tipo de linfoma que pode surgir na cápsula ao redor do implante e não no tecido mamário.
Quais sinais devem ser investigados?
Independentemente do uso de implante, alterações como nódulos, retrações na pele, mudanças no mamilo, secreção espontânea ou alterações no formato da mama devem ser avaliadas.
Em mulheres com prótese, também merece atenção o aumento súbito de volume anos após a cirurgia, que pode indicar acúmulo de líquido ao redor do implante e necessita investigação.
Na maioria das vezes, as alterações não são malignas, mas devem sempre ser examinadas.
O que realmente influencia o risco de câncer de mama?
Os principais fatores de risco continuam sendo idade, histórico familiar, alterações genéticas, exposição hormonal prolongada e hábitos de vida.
A presença da prótese de silicone, isoladamente, não é considerada um fator de risco significativo para câncer de mama.
Como deve ser o acompanhamento?
Mulheres com implante devem seguir as recomendações de rastreamento conforme idade e perfil de risco. A mamografia pode ser realizada normalmente, com adaptações na técnica. Quando necessário, ultrassonografia e ressonância magnética complementam a investigação.
Manter consultas regulares e informar sempre sobre a presença da prótese são atitudes essenciais.
Informação traz tranquilidade
Ter silicone não significa estar mais propensa ao câncer de mama. O que realmente faz diferença é o acompanhamento adequado e a atenção aos sinais do próprio corpo.
Prevenção e diagnóstico precoce continuam sendo os maiores aliados da saúde da mulher, com ou sem prótese.
Se você sente algum sintoma diferente em sua mama, agende uma consulta para tirar todas suas dúvidas.




