A Anvisa aprovou a ampliação do prazo de uso do Implanon de três para cinco anos. A mudança oferece mais praticidade, segurança contraceptiva e tranquilidade para mulheres que desejam evitar uma gravidez por um período prolongado.
O Implanon tem se tornado uma opção cada vez mais procurada por mulheres que desejam um método contraceptivo eficaz, duradouro e que não dependa de cuidados diários, como acontece com a pílula anticoncepcional.
Agora, uma novidade importante promete tornar esse método ainda mais interessante: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação de seu período de eficácia de três para cinco anos.
Na prática, isso significa que as mulheres poderão permanecer protegidas contra uma gravidez não planejada por mais dois anos, sem precisar realizar a substituição do implante ao final do terceiro ano.
Mas será que essa mudança também vale para quem já utiliza o Implanon? E quais são os cuidados necessários durante esse período? Vamos esclarecer essas e outras dúvidas.
O que é o Implanon e como ele funciona?
O Implanon é um método contraceptivo hormonal de longa duração, formado por uma pequena haste flexível inserida sob a pele da parte interna do braço.
Esse dispositivo libera continuamente pequenas quantidades de etonogestrel, um hormônio que atua principalmente impedindo a ovulação e dificultando a passagem dos espermatozoides.
Uma de suas principais vantagens é a praticidade. Depois de colocado, o implante não exige que a mulher se lembre de tomar medicamentos diariamente ou realizar procedimentos frequentes para manter a proteção contraceptiva.
Além disso, apresenta eficácia superior a 99%, sendo considerado um dos métodos reversíveis mais eficazes disponíveis atualmente.
Quem já colocou o Implanon precisa trocar depois de três anos?
Essa é uma das principais dúvidas que surgiram após a atualização da Anvisa.
A ampliação do prazo também contempla os dispositivos já inseridos, desde que estejam dentro das condições previstas na nova autorização de uso.
Isso significa que mulheres que anteriormente precisariam substituir o implante após três anos poderão, em muitos casos, continuar utilizando o mesmo dispositivo até completar cinco anos.
Entretanto, é importante conversar com o ginecologista antes de modificar a data prevista para a troca.
A avaliação individual permite confirmar o histórico de inserção, verificar possíveis contraindicações e esclarecer situações que possam exigir acompanhamento específico.
A menstruação pode mudar durante o uso do Implanon?
Sim. As alterações menstruais estão entre os efeitos mais comuns desse método contraceptivo.
Algumas mulheres percebem uma redução significativa do fluxo menstrual, enquanto outras deixam de menstruar durante o uso. Também podem ocorrer sangramentos irregulares ou pequenos escapes, especialmente nos primeiros meses após a colocação.
Essas mudanças não significam, necessariamente, que o contraceptivo deixou de funcionar.
No entanto, caso os sangramentos se tornem frequentes, prolongados ou causem desconforto, é importante procurar orientação médica.
Mesmo com a ampliação do prazo para cinco anos, o acompanhamento ginecológico continua sendo fundamental para avaliar a adaptação ao método e o bem-estar da paciente.
O Implanon pode ser colocado após o parto?
Sim. O implante também pode ser uma alternativa contraceptiva para mulheres que acabaram de ter um bebê.
O período após o parto exige atenção especial à saúde feminina. Além das mudanças hormonais e da recuperação física, muitas mulheres precisam conciliar os cuidados com o recém-nascido e a reorganização de sua rotina.
Nesse contexto, um método contraceptivo de longa duração pode oferecer mais praticidade e contribuir para um planejamento familiar adequado.
O Implanon pode ser inserido inclusive no pós-parto imediato, mediante avaliação médica, e é considerado compatível com a amamentação.
Outro benefício é permitir que a mulher planeje o intervalo entre uma gestação e outra, respeitando suas condições de saúde e seus desejos reprodutivos.
O método também pode ser utilizado após um aborto, quando indicado e com os cuidados necessários.
Como é feita a colocação do Implanon?
A inserção é realizada em consultório ou ambiente de saúde apropriado, por um profissional habilitado.
O procedimento é relativamente rápido e utiliza anestesia local para minimizar o desconforto. A pequena haste é posicionada logo abaixo da pele do braço, sem necessidade de cirurgia de maior porte.
Após a colocação, é feito um curativo e a paciente recebe orientações sobre os cuidados necessários nos primeiros dias.
Embora seja um procedimento simples, a inserção correta é essencial para garantir a segurança e facilitar a futura retirada do dispositivo.
Todas as mulheres podem utilizar o Implanon?
O Implanon é uma alternativa para muitas mulheres, inclusive aquelas que não podem utilizar determinados anticoncepcionais que contêm estrogênio.
Entretanto, isso não significa que o método seja indicado para todas as pacientes.
Mulheres com histórico de câncer de mama, determinadas doenças do fígado, sangramentos vaginais sem causa esclarecida ou outras condições específicas precisam de avaliação cuidadosa antes da escolha.
Também é importante considerar possíveis efeitos adversos, como dores de cabeça, sensibilidade nas mamas, acne e alterações menstruais.
Outro ponto importante é que o Implanon não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Por isso, o preservativo continua sendo necessário para essa finalidade.
Mais liberdade para planejar a maternidade
A ampliação do prazo de utilização do Implanon representa um avanço importante na saúde reprodutiva feminina.
Além de diminuir a necessidade de procedimentos de substituição, a mudança pode facilitar o acesso ao método e oferecer mais tranquilidade para mulheres que desejam adiar uma gestação.
Mas é importante lembrar que não existe um anticoncepcional ideal para todas as mulheres.
Cada paciente possui uma história, necessidades e expectativas diferentes. Por isso, a escolha do método contraceptivo deve considerar não apenas sua eficácia, mas também a saúde, o conforto e os planos de vida de cada mulher.
Se você já utiliza o Implanon ou está pensando em colocar o dispositivo, converse com sua ginecologista. Uma avaliação individualizada é o melhor caminho para escolher um método que respeite seu corpo e suas necessidades.

